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  • Foto do escritorJoana

Acreditar

Acredito que, numa sociedade e numa vida tão dinâmicas, não devemos evitar certos temas. Temos sempre a tendência de fingir que certas realidades não existem, desejando secretamente que não nos aconteça a nós. No entanto, afastar por completo a possibilidade de nos poder acontecer, é não nos prepararmos, enquanto sociedade, para quem mais precisa de ajuda, em momentos particularmente frágeis.


A Acreditar existe para "dar colo" e segurança a quem tanto se dedica aos seus, "apanhados" pelo cancro. Como em todas as situações relacionadas com esta doença, também, e principalmente, as famílias são afetadas. Para colmatar um pouco as lacunas que existem, nasceu a Acreditar. Fundamental nas nossas vidas, de todos, dos que estão a passar por esta fase, pelos que irão passar, dos que tiverem a sorte de não passar. Para todos, está lá a Acreditar!


"A Acreditar – Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro, existe desde 1994 para enfrentar da melhor forma as dinâmicas que o cancro pediátrico impõe, acompanhando as famílias desde o diagnóstico e ao longo dos vários momentos da doença, mantendo uma relação direta e próxima.


O nosso apoio desdobra-se nos planos: emocional – para além de consultas de psicologia, proporcionamos às famílias o contacto com jovens e pais que já passaram pelo mesmo; logístico – como é o caso da estadia gratuita nas 3 Casas Acreditar situadas junto aos hospitais de referência do país: Lisboa, Coimbra e Porto; financeiro – para fazer face a despesas desde a alimentação à compra de medicação; escolar – da atribuição de Bolsas de Estudo ao apoio escolar por professores voluntários; material – a entrega, por exemplo, de próteses e cadeiras de rodas, sem nunca esquecer a importância dos momentos de lazer.


Investimos fortemente em momentos de partilha de experiências entre as crianças e jovens que vivem situações, em muito, semelhantes. Organizados em grupos, ainda doentes, ou já sobreviventes, procuram formas de se fortalecer e dar voz à oncologia pediátrica no sentido de minimizar as dificuldades sentidas na pele.


Transversalmente, a Acreditar desenvolve um importante trabalho de defesa e promoção dos direitos das crianças e jovens doentes e seus cuidadores, envolvendo-os sempre em cada ação. Neste âmbito alcançamos recentemente duas importantes conquistas: a legislação sobre o direito ao esquecimento e o alargamento do período de luto parental de 5 para 20 dias.


Com o apoio de dezenas voluntários, transparência, profissionalismo e, sobretudo, a experiência de quem já passou pelo mesmo, foram mais de 1500 as famílias que, das mais diversas formas, acompanhámos ao longo do ano de 2021.


Alguns testemunhos:


“Eu acredito no amor.” Ana, 12 anos


“O nosso filho foi superando as mais duras provas. Muitas vezes teve de dar dois passos

atrás para ganhar um lanço à frente – a nossa esperança foi-se agarrando a estas provas.” Alice, mãe do Pedro


“O cancro não trouxe só coisas más, aprendi a viver com e depois dele. Deu-me amizades que tenciono levar para a vida e ensinou-me a viver com as minhas novas características.” Tiago, 23 anos


“Acredito que posso viver a vida ao máximo.” Miguel, 14 anos


“O dia em que ouvimos "o seu filho tem cancro", é para todos nós inesquecível. A partir desse momento os nossos dias levam uma profunda reviravolta. Unimo-nos na Acreditar para criarmos e encontrarmos o suporte que nos ajuda a enfrentar os desafios exigentíssimos que a vida nos coloca.” Teresa, mãe do Afonso"



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