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  • Foto do escritorCarlita

Antes & Depois de ser Mãe, por Sílvia Alves



Esta semana, onde celebramos o Dia da Criança, decidimos dedicar todos os dias aos temas relacionados com as crianças / maternidade.

Este será por isso um fim-de-semana especial, onde contaremos com as participações das nossas manas e o seu testemunho.

No meu caso específico, uma mana recém-mama. O meu sobrinho tem 2 meses, e que melhor exemplo poderia eu arranjar para explicar o antes e o depois, porque muda, tudo muda depois de sermos mães.

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Antes de Ser Mãe:




  • Qual a reação quando soubeste que estavas grávida?

"Naquele primeiro segundo, depois de ver os tão desejados "tracinhos", chorei. Desatei a chorar. Fiquei tão feliz que desatei a chorar e abracei como nunca o meu namorado. Soube que nunca mais seria a mesma, que iria ser uma versão ainda melhor de mim".


  • O que alterou na tua rotina?

"Zero! Nada! Para mim, estar grávida nunca foi um sinal de doença, mas sim um estado de graça. Algo que a Mulher tem a imensa sorte de poder sentir e vivenciar, algo divino. Depois de saber que tinha um pequeno ser a gerar-se dentro de mim nada mudou. Obviamente que tive de ter mais cautela comigo (cuidado ao andar para não haver a possibilidade de cair, descansar e dormir bem, comer de 3 em 3h, etc.) e com os outros, devido à Covid19, mas a nível de rotina não alterei nada."


  • Como se passaram esses 9 meses?

"Passaram-se com medo. Tinha muito medo se estaria tudo bem com o meu bebé. Cada consulta com o médico era um alívio por saber que ele estava bem e a crescer dentro da normalidade. Quando cheguei aos 9 meses só desejava tê-lo nos meus braços para saber como seria o seu cheiro, toque, olhar... Felizmente tive uma gravidez tranquila, com alguns enjoos, mas quando dei por mim já tinha a indução marcada. Passou muito rápido".


  • Quais as expectativas para depois do nascimento?

"Não gosto de criar muitas expectativas, prefiro ser surpreendida pelo futuro. No entanto, confesso que durante a gravidez não consegui controlar o bichinho de pensar como seria a minha vida depois dele estar cá fora. Muitas vezes dei por mim a pensar como iria ser, se iria mudar a minha visão da vida, dos meus comportamentos, como seria a relação com o meu parceiro e esta minha nova família. Sempre ouvi que depois do nascimento a minha vida iria dar uma volta de 180° e que teria de aprender muito."



Depois de ser Mãe:


  • Qual a primeira sensação, quando tiveste o teu menino nos braços pela primeira vez?

"Desatei a sorrir. Entregaram-mo ainda todo enroladinho e vinha com os olhos bem abertos. Lembro-me do meu primeiro pensamento: é igualzinho a mim!"



  • Como foi a experiência de viveres este momento tão especial sozinha?

"Foi duro. No final da gravidez os casos de Covid19 aumentaram e a segunda vaga disse-nos: "Olá!". Com isto, os hospitais tiveram de ser ainda mais rigorosos e as mães tinham de passar por esta experiência tão especial sozinhas, quer no parto quer depois. Felizmente, o meu rebento não queria sair e às 40 semanas, num dos CTG's de final de gestação, soube que o hospital que nós tínhamos escolhido já deixava o pai assistir ao parto e a estar com a mãe e bebé durante algumas horas durante o dia.

Fiquei muito feliz. Contudo, no dia da indução, e devido a ter tido este maldito vírus na sua primeira vaga, os meus dois testes deram inconclusivos. Isto significou que tinha de passar por tudo isto tão novo na minha vida completamente sozinha. Foi difícil, senti-me muito sozinha, mas por saber que finalmente teria o meu bebé nos braços tudo era luz."


  • Depois de ser mãe, o que alterou na tua rotina?

"Sempre fui muito independente, e ter um parto natural com fórceps e um recém nascido que dependia totalmente de mim tirou-me isso. Durante o primeiro mês de vida como mãe nunca fui tão dependente de alguém, tanto do meu bebé como do meu namorado. Nesta fase eu sabia que era mesmo isso, uma fase. Era tudo novo e eu não estava a 100% devido ao parto e preferi não forçar.

Quando comecei a sentir-me melhor foi um grande alívio. A primeira vez que eu consegui pegar no meu bebé e conduzir foi quase como se voltasse às minhas origens. Ainda hoje, passado mais de dois meses, obrigo-me a pensar que, apesar dele depender de mim (principalmente para mamar) eu sou mais para além de mãe. Sou mulher, namorada, amante, filha, irmã e amiga.

O meu bebé é a minha prioridade, mas a minha vida também. É esse o meu equilíbrio."


  • Como definirias estes últimos 2 meses?

"Os melhores da minha vida!"



  • Quais os principais conselhos que podes dar a quem está na eminência de também entrar no mundo da maternidade?

"Descansem o melhor que puderem na gravidez e não tenham medo. A maternidade é uma bênção, todas nós conseguimos, sigam o vosso instinto e não se esqueçam de vocês próprias."



Um especial agradecimento à minha mana, Sílvia Alves, que entrou agora num novo mundo, belo, fascinante e cheio de amor. Para o meu sobrinho, não são precisas palavras, o sentimento diz tudo.

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