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  • Foto do escritorCarlita

Uma Crise de Ansiedade



Hoje decidimos escrever sobre um assunto que requer mais seriedade, mais sensibilidade.

Não pelo tema em si, que tentamos desmistificar e torná-lo tão importante/comum como qualquer outra patologia, mas pelas imensas crenças que fazem tanta gente ter vergonha e fazer de conta que está tudo bem, quando não está: Ansiedade.



Efetivamente está mesmo tudo bem, ter ansiedade num registo "normal" faz parte do ser humano, dá-nos o fator surpresa, o fator medo e curiosidade. Mas quando essa mesma ansiedade nos começa a consumir ao ponto de não conseguirmos esperar e ter outras repercussões físicas aí sim é tempo de atuar.


Escrevo com conhecimento de causa, depois de já ter tido várias crises, umas maiores que outras, e sabem que mais? Passam, e não tem mal absolutamente nenhum admitir isso.


Estou medicada, faço psicoterapia, ou seja, cuido-me e trato-me. Mas não pensem que foi um caminho fácil até chegar aqui, até admitir que precisava de ajuda. Quem tem uma outra doença qualquer não faz exatamente a mesma coisa?? Qual o drama dos problemas de saúde mental que as pessoas se escondem, e negam, porque têm de parecer sempre bem e "isso é coisa de pessoas perturbadas".



Pelo contrário, acontece aos que durante tanto tempo quiseram ser fortes e aguentar tudo, depois o corpo cede, e manifesta-se de várias maneiras, choras com frequência, isolas-te, sentes o teu coração disparar, o suor é intenso e ficas extenuada e cansada ao ponto de vomitar. O que despoletou isso? Um acontecimento intenso (ou vários), ou momentos de grande stress nas horas/dias anteriores.


Ninguém é de ferro, ninguém precisa de aguentar tudo, pedir ajuda é o ato mais humilde e modesto que um ser humano pode ter, e acreditem se pedirem essa ajuda chega.


E o mais fantástico? Com empenho, dedicação, psicoterapia, apoio familiar, meditação, a tendência será diminuir a ansiedade quase ao nível "normal" da coisa. E não precisarem de absolutamente mais nada, a não ser estarem bem convosco próprios.


Os dias são demasiado frenéticos, as pessoas querem tudo e depois não têm tempo para nada. O consumo é levado aos extremos, o ter só porque sim. Os valores estão invertidos e não há espaço nem para respirarmos como deve ser.


E acreditem, quem quiser começar por algum lado, comece por aprender a respirar, expirar e inspirar lentamente e concentrem-se nesse exercício, apenas da respiração. Permitam-se a tirar 10 minutos por dia só para escutarem a vossa respiração.



Na vida tudo passa, mas será tão melhor se passarmos por ela felizes e relaxados.

Sintam-se à vontade para nos escrever ou partilhar o que se passa desse lado, sem julgamentos, procuramos todos o mesmo: a paz interior!



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