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  • Foto do escritorJoana

Páscoa no Sardoal

Páscoa! Tempo de família, de união, de alegria e tradição. Voltámos a ter a Páscoa como a conhecemos. Para nós, não foi diferente. E que bom que é regressar às origens, recordar tempos idos, e celebrar os que, felizmente, podemos voltar a assinalar.


Neste "fim de semana grande", em que fomos brindados com um tempo espetacular, a lembrar que estamos a caminhar para o Verão, rumámos ao nosso Sardoal.


Foi extraordinário ver, logo à chegada, como tantas pessoas decidiram utilizar esta época para descobrir as nossas tradições religiosas e culturais. Logo na quinta-feira à noite, foram muitos os visitantes que assistiram à Procissão dos Fogaréus, para nós, uma das mais bonitas. Todas as luzes se apagam na vila, e apenas os archotes e as velas nos iluminam. O ambiente da vila nesta noite transforma-se, existindo uma misticidade única.


Na sexta-feira, nova enchente, não só para assistir à Procissão do Enterro do Senhor, ao fim da tarde, acompanhada, como todas as Procissões, pela nossa incrível F.U.S. (Filarmónica União Sardoalense), mas também para ver as capelas enfeitadas, fruto do trabalho e dedicação de inúmeras pessoas e organizações do concelho. Esta tradição, bem como toda a nossa Semana Santa, já se tornou o nosso cartão de visita, reconhecido pela sua minúcia e beleza. As capelas da vila abrem portas e apresentam bonitos tapetes de flores com motivos religiosos alusivos à Páscoa.







Mas nem só de cerimónias religiosas se viveu esta Páscoa! Foi sobretudo dedicado a criar memórias felizes em toda a família, com especial destaque na criança de 5 anos, que gosta tanto disto como nós. Como? Aproveitámos para passear na nossa aldeia de Andreus (da qual falámos aqui), e da qual nunca nos cansamos. Esta época da Primavera é particularmente bonita, com as flores a acompanharem-nos no caminho.


Descobrimos a "queda de água" ou "cascata", assim batizada pelo Rafael, o que para nós sempre foi o açude. Colhemos flores, e sentámo-nos no meio do caminho, em silêncio, a ouvir os pássaros. O Rafael confraternizou, literalmente, com todos os seus amigos animais, desde os gatos, as galinhas, as ovelhas ou as cabras. Conseguem imaginar a alegria de uma criança que tem como que um "batismo" no pastoreio de um rebanho, e para surpresa sua, ainda recebe um cajado como os pastores (obrigado Nurato!!!)?


E claro não podia faltar a Caça ao Ovo!!! Detalhadamente preparada pelo "Coelho da Páscoa", o nosso Domingo começou com uma procura incessante e entusiasmada pelos ovos e as respetivas pistas que o Coelho matreiro tinha deixado na madrugada anterior. Sim, foi de madrugada, deitámo-nos quase às 2h da manhã, a planear pistas. Missão cumprida, todos os ovos no cesto, e recompensa final encontrada. O nosso amigo Coelho foi generoso.



De uma Páscoa tipicamente portuguesa, também faz parte a gastronomia. Cá por casa não se apreciam as carnes características desta época, mas nem por isso o assado deixou de ser confecionado. O assado... e muitos doces! Sim, porque a Páscoa quer-se docinha. Tivemos o típico Folar, o adorado Arroz Doce da mãe, e um Cheesecake, que talvez não seja para repetir, mas que estava doce, disso não há dúvida. Demasiado doce!! A estas iguarias juntámos o sumo de laranja mais docinho que conhecemos, feito com as laranjas do avô Vítor, e um licor de Rosmaninho caseiro.




Foi uma Páscoa tradicional, pelo menos para nós, onde pudemos voltar a criar memórias, como sempre conhecemos!

Sara André & Joana André


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